Dificuldade de leitura ou preguiça? Fonoaudióloga de Marília explica os sinais da dislexia em crianças

  • 22/10/2026
(Foto: Reprodução)
Fonoaudióloga de Marília explica os sinais da dislexia em crianças e quando buscar ajuda Trocar a letra "F" pelo "V" na escrita ou ter dificuldade para ler são alguns dos comportamentos que acendem o alerta entre pais e educadores. Quando persistentes mesmo diante de um ensino adequado, esses sinais indicam a presença da dislexia, um transtorno do neurodesenvolvimento que atinge a capacidade de processamento da linguagem escrita. Apesar de não ter relação com o nível de inteligência ou falta de estímulo, a condição exige um olhar atento e acompanhamento especializado para evitar prejuízos pedagógicos e emocionais. 📲 Participe do canal do g1 Bauru e Marília no WhatsApp ]Em entrevista ao g1, a fonoaudióloga Marília Seno, profissional de Marília (SP), explicou que identificar os sinais logo nos primeiros anos escolares é fundamental para garantir o suporte adequado e o desenvolvimento pleno da criança. Fonoaudióloga de Marília (SP) explica os sinais da dislexia em crianças e quando buscar ajuda Arquivo Pessoal LEIA TAMBÉM Professora adapta aulas para crianças internadas em hospital: 'Muito além de ensinar' Oque há de diferente no cérebro de crianças com altas habilidades e superdotação? Mais de 50 alunos da rede pública de Bauru e Marília são selecionados para intercâmbio A fonoaudióloga detalha que os sinais podem aparecer antes mesmo do início formal da alfabetização. Na educação infantil, por exemplo, a criança pode apresentar dificuldades para aprender rimas e identificar palavras que começam com o mesmo som. Já durante a alfabetização, o transtorno torna mais evidente a dificuldade para associar letras aos seus respectivos sons, ler sílabas e palavras, realizar uma leitura fluente e escrever corretamente. Porém, a especialista destaca que a troca de letras isoladamente não significa ter dislexia. “Um ponto importante é que trocar letras isoladamente não significa ter dislexia. O que chama a atenção é a persistência e o conjunto das dificuldades, independentemente de um ensino de qualidade, apresentando desempenho abaixo do esperado”, explica Marília. Marília Seno, Fonoaudióloga de Marília (SP) explica os sinais da dislexia em crianças e a importância do diagnóstico precoce Arquivo Pessoal No caso de crianças mais velhas e adolescentes, a leitura pode ser estabelecida, mas permanecer lenta e pouco automática. Também podem persistir dificuldades ortográficas, além de barreiras para compreender e produzir textos mais extensos. Como diagnosticar? A fonoaudióloga ressalta que o diagnóstico deve ser realizado por uma equipe multidisciplinar com profissionais de diversas áreas, como neuropsicólogo, psicopedagogo e neuropediatra, além do acompanhamento com fonoaudiólogo. A Dislexia é um transtorno do neurodesenvolvimento que atinge a capacidade de processamento da linguagem escrita. Canva/ reprodução Marília explica que são investigadas habilidades que vão além da leitura e da escrita, como a consciência fonológica, e que o histórico familiar também é peça importante na avaliação. “São investigadas não apenas a leitura e a escrita, mas também habilidades que dão suporte à aprendizagem, como consciência fonológica, memória, atenção, linguagem oral, processamento auditivo e visual, entre outras. O atraso na aquisição da fala, trocas persistentes na fala durante a infância e histórico familiar de dificuldades semelhantes podem ser importantes sinais de risco para dislexia”, esclarece a fonoaudióloga. Dificuldade na escola Meyme Vasconcelos é mãe da Helena Vasconcelos, de 14 anos, que é paciente da fonoaudióloga. Ela relata que o diagnóstico da filha veio entre os 9 e 10 anos, no fim da fase de alfabetização. A família percebeu que a garota tinha um bom reconhecimento de vocabulário, mas enfrentava barreiras gramaticais. “Existia uma grande dificuldade na troca do F pelo V, do G pelo J, entre outras, mesmo com fluência de leitura e conhecimento de vocabulário. A Helena relatava um sofrimento para acompanhar a turma e, mesmo se esforçando, chegou a não querer ir para a escola”, conta Meyme. Helena Vasconcelos, de 14 anos, é paciente da fonoaudióloga Marília Seno e relata os avanços com o acompanhamento Arquivo Pessoal Para o diagnóstico precoce, a escola exerce um papel fundamental ao notar o desvio de aprendizagem em relação à média esperada para a faixa etária. Meyme lembra que a instituição de ensino ofereceu o suporte inicial e as orientações para o início da investigação. Marília reforça que a identificação antecipada colabora diretamente para a evolução e aprendizagem do paciente. “Quanto mais cedo os sinais forem identificados e a intervenção adequada for iniciada, menores tendem a ser os impactos das dificuldades sobre a aprendizagem, o desempenho escolar e a autoestima da criança”, destaca a profissional. Tratamento Sobre a intervenção, a fonoaudióloga reforça que a dislexia não é uma doença e, portanto, não se fala em cura. O tratamento é direcionado às dificuldades específicas identificadas na avaliação de cada paciente. O objetivo do acompanhamento é desenvolver as habilidades prejudicadas e oferecer estratégias para que o aluno aprenda com maior eficiência. As sessões devem ser individualizadas e voltadas à consciência fonológica, relação entre letras e sons, decodificação, fluência, compreensão de leitura, ortografia e produção escrita. A fonoaudióloga aponta ainda que, além das barreiras pedagógicas, a dislexia pode interferir na autoestima e provocar comportamentos de fuga e recusa à leitura. Diante disso, a escola deve adotar estratégias e adaptações que garantam ao aluno o acesso ao conteúdo e condições adequadas para demonstrar o que aprendeu. Atendida desde o diagnóstico pela fonoaudióloga, a estudante Helena conta que hoje não enfrenta tantas dificuldades e ressalta a importância do apoio escolar. “A única diferença que vejo dentro da escola é que faço a prova em uma sala separada e tenho um leitor para mim. Minha prova é adaptada no sentido de ter mais questões de alternativa, o que facilita o entendimento do assunto e evita erros gramaticais”, conclui a adolescente. Helena Vasconcelos, de 14 anos, é paciente da fonoaudióloga Marília Seno e relata os avanços com o acompanhamento Arquivo Pessoal Initial plugin text Veja mais notícias da região no g1 Bauru e Marília VÍDEOS: assista às reportagens da região

FONTE: https://g1.globo.com/sp/bauru-marilia/noticia/2026/10/22/dificuldade-de-leitura-ou-preguica-fonoaudiologa-de-marilia-explica-os-sinais-da-dislexia-em-criancas.ghtml


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Peça Sua Música

Top 5

top1
1. Deus Proverá

Gabriela Gomes

top2
2. Algo Novo

Kemuel, Lukas Agustinho

top3
3. Aquieta Minh'alma

Ministério Zoe

top4
4. A Casa É Sua

Casa Worship

top5
5. Ninguém explica Deus

Preto No Branco

Anunciantes